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OSCAR 2026 - A PEQUENA AMÉLIE

  • 10 de fev.
  • 3 min de leitura

TÍTULO ORIGINAL: Amélie et la métaphysique des tubes (Little Amélie or the Character of Rain)

ESTÚDIO/DISTRIBUIÇÃO: Canal+/Maré Filmes

DIREÇÃO: Maylis Vallade, Liane-Cho Han

ELENCO: Loise Charpentier, Victoria Grosbois, Isaac Schoumsky

GÊNERO: Animação/Drama

DURAÇÃO: 1h18min

ONDE ASSISTIR: VOD via VPN – estreia nos cinemas em 12 de março de 2026



Com uma carreira de bastante importância em festivais europeus durante 2025, em especial o de Cannes, esta produção francesa, indicada ao Oscar de Melhor Animação, pode não chamar sua atenção em um primeiro momento. Não chamou a minha, confesso. No entanto, eu não poderia estar mais enganado, pois A Pequena Amélie é dos filmes mais delicados e sensíveis, e ao mesmo tempo, poderosos, de toda esta temporada.




A trama conta a história de uma família belga que vive no Japão, e que tem três filhos, dentre eles a caçula, Amélie, que tem uma vida vegetativa em seus dois primeiros anos. Ao completá-los, ela vagarosamente desperta, após um forte terremoto, e passa a saborear suas primeiras sensações de vida, desde os cheiros, a luz, os sons, sua família, a comida – a cena em que ela prova o chocolate pela primeira vez é comovente – sempre rodeada por seus amorosos pais, e por Nishio-san, uma espécie de governanta japonesa da família, a quem se apega de maneira muito forte. É com ela, e através dela, que Amélie acaba por conhecer o mundo, a natureza, e tudo que a cerca, o que inclui a cultura nipônica, o que acaba por causar discórdia com a mãe de Nishio, amarga e ressentida com ocidentais em geral devido à Segunda Guerra Mundial, já que a história se passa no final dos anos 60, quando tais traumas ainda eram muito marcantes na vida japonesa.


A delicadeza deste longa é algo que custa um pouco a prender o espectador, que na primeira meia hora pode vir a ficar entediado pelo ritmo lento e contemplativo com que o filme se desenrola. Lembre-se, estamos sob o ponto de vista de uma criança de dois aninhos apenas, e que só está conhecendo o mundo agora. E isso é passado ao público de maneira bem lúdica, bem morna e calma.

No entanto, após acontecimentos mais incisivos ocorridos em um simples passeio à praia, a trama muda o ritmo, ganhando contornos mais dramáticos e, ao mesmo tempo, sutis, e que fisgam o espectador de forma plena, fazendo com que o encantamento de Amélie com suas descobertas “saiam” da tela, e nos atinjam de forma poderosa.


Muito dessa mágica se deve à escolha da técnica de animação usada aqui, um cel-shading muito bem harmonioso e colorido, que mistura o ar místico dos mangás com renderizações 3D belíssimas, criando cenários, texturas e personagens como se tivessem saídos de pinturas. O filme é lindo!


E essa beleza não se limita ao visual, pois a mensagem de A Pequena Amélie é igualmente linda, com foco na força do amor entre pessoas de culturas e origens diferentes, o amor entre irmãos, o amor entre uma mãe, um pai e aquilo que de mais valioso alguém pode ter na vida.




A produção ainda não está disponível de forma oficial no Brasil, onde tem previsão inicial de estrear nos cinemas na semana da premiação do Oscar, mais precisamente no dia 12 de março. No entanto, você pode assisti-la via VOD, ou seja, o Video On Demand, via aluguel ou compra em plataformas digitais, porém do exterior, através do uso de VPN. Se você não quiser esperar até março, o esforço para conseguir apreciar essa obra vai compensar. Grande filme!



NOTA: 8,5

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