A HORA DO MAL
- 11 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
TÍTULO ORIGINAL: Weapons
ESTÚDIO/DISTRIBUIÇÃO: New Line Cinema/Warner Bros.
DIREÇÃO: Zach Cregger
ELENCO: Julia Garner, Josh Brolin, Alden Ehrenreich, Benedict Wong
DURAÇÃO: 2h08min
GÊNERO: Thriller Psicológico/Terror/Suspense
ONDE ASSISTIR: Cinemas – Estreia em 7 de agosto de 2025

Elogiado pela crítica e pelo público mundo afora, a ponto de ser classificado como o melhor filme de terror do ano – até aqui, pelo menos – A Hora do Mal é uma produção acima da média, de fato, e que traz uma mescla de gêneros e de ritmos que prendem o espectador desde o primeiro momento. Mas vamos com calma.
A trama nos mostra uma professora, Justine (Garner), que chega para dar aula em uma escola de uma cidade pequena, pelo que se pode observar, e se surpreende pelo fato que apenas um de seus 18 alunos está na classe, o quieto e ressabiado Alex. Nenhuma das outras 17 crianças apareceu. O desespero toma conta dos pais, da escola, da cidade toda, que culpam a professora pelo ocorrido. A nós, público, é revelado que na noite anterior, os alunos acordaram no meio da noite, mais precisamente às 2:17, e saíram correndo rumo à escuridão. (não é spoiler, está nos trailers). E agora?
A construção do suspense em torno do desaparecimento das crianças é feita de forma muito competente e meticulosa pelo diretor Zach Cregger, que também assina o roteiro, e que opta por apresentar a forma como o ocorrido afetou cada um dos principais personagens, a partir de seus próprios pontos de vista.
Isso é muito interessante ao espectador, pois a cada vez que vemos os acontecimentos de acordo com a visão particular dos atingidos pelo fato, percebemos como eles se entrelaçam, de forma natural e orgânica, o que, por sua vez, serve como alicerce para o crescimento do suspense e da agonia ao longo da projeção.
O elenco, obviamente, tem participação fundamental em ligar a trama ao público, em atuações muito fortes, com nomes de peso, a começar pelo da nossa Surfista Prateada, Julia Garner, que vimos recentemente em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, passando pelo competente Alden Ehrenreich, de Han Solo, até o sempre imponente Josh Brolin, o Thanos, da Marvel. Grandes escolhas, grande trabalho.
A você, espectador, devo dizer que a parte técnica também faz bonito aqui, com um design de produção caprichado, uma maquiagem caprichada nas cenas gore – sim, elas existem! -, um design de som deslumbrante, em especial pelo ensurdecedor silêncio, usado com maestria, e que é quebrado em diversas passagens de forma brutal, enfim, uma produção realizada com muito esmero e cuidado, em todas as suas vertentes. A fotografia escura e tensa completam o elogiável cenário técnico do longa.
Com tudo isso, e com uma guinada de ritmo na parte final que vai fazer o espectador se segurar, A Hora do Mal (aliás, o título em inglês faz muito mais sentido, diga-se) é, realmente, um filme diferente, que trata de temas delicados como traumas coletivos, luto, desconfiança e violência, em um ambiente obscuro e que flerta com o sobrenatural, em uma das produções mais marcantes deste ano, não só no terror, mas no cinema, como um todo. Ótimo filme!
NOTA: 9,0


