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AVATAR: FOGO E CINZAS

  • 19 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

TÍTULO ORIGINAL: Avatar – Fire and Ash

ESTÚDIO/DISTRIBUIÇÃO: 20th Century Studios/Disney

DIREÇÃO: James Cameron

ELENCO: Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Kate Winslet

GÊNERO: Aventura/Fantasia

DURAÇÃO: 3h17min

ONDE ASSISTIR: Nos cinemas – estreia em 18 de dezembro de 2025



Galinha de ovos de ouro da antiga Fox, herdada pela Disney quando da aquisição do estúdio do “20” gigante, a franquia Avatar é uma das mais bem-sucedidas da história do cinema, e disso não existem dúvidas. E, como toda franquia de sucesso que se preze, sequências são sua marca registrada, o que nos leva a Avatar: Fogo e Cinzas, terceiro longa dos carismáticos Na’vi, dirigido novamente por James Cameron.




A trama nos mostra como a família Sully convive com a dor da perda de um de seus filhos, como visto em O Caminho da Água, filme anterior da saga, enquanto enfrenta o coronel Quaritch, que segue sua busca por capturar Jake, e que se alia à tribo conhecida como o Povo das Cinzas, liderados pela selvagem Varang, e que tem o fogo como sua principal arma.


Como o fã de cinema, e em especial da franquia, já deve saber, temos neste terceiro capítulo mais um vislumbre visual poucas vezes visto na tela grande. Avatar, mais uma vez, traz o que de mais moderno o cinema pode entregar em termos de efeitos visuais, o que obriga você, caro amigo leitor, a procurar a maior e melhor sala que puder encontrar para poder aproveitar tudo que Cameron preparou aqui. É um espetáculo de cair o queixo!


Da mesma forma, o som é de uma riqueza de detalhes, com batidas poderosas e explosões de fazer o tremer o chão, ao mesmo tempo em que traz a suavidade da água, do vento, das vozes, o que proporciona ao espectador uma imersão sem igual. O diretor de megaproduções como Titanic e Exterminador do Futuro sabe fazer você se impressionar, e só por isso o ingresso já vale a pena.


No entanto, como nem tudo são flores, na maioria das vezes, Avatar 3 tem um sério problema: o roteiro. Não que seja ruim, veja bem, mas porque, simplesmente, não traz nada de novo. Sim, apesar de alguns personagens inéditos, e de ser, dos três filmes da franquia, o mais pesado e denso de todos, é difícil não termos, ao longo de vários momentos da projeção, aquela sensação de deja vu, ou seja, já vi isso em algum lugar. De fato, você viu, e sabe onde foi? Em Avatar e Avatar: o Caminho da Água. A história se repete ao que vimos nos longas anteriores por várias vezes, e isso tira o público mais exigente da trama, fazendo com que as mais de três horas de duração sejam sentidas. E isso também se percebe no elenco, basicamente todo o original, com destaque para Worthington, Saldaña e Weaver, mas que, da mesma forma, acaba sendo mais do mesmo. Estão muito bem, repare, mas já estavam nos longas anteriores também. De novo, sem novidades aqui.


Mas então quer dizer que o filme é ruim? Não, longe disso! Avatar: Fogo e Cinzas é muito bom, com cenas de ação empolgantes, um visual espetacular e uma história que, apesar de não inovar, conclui de forma bastante satisfatória a saga da família Sully, mas que, ao meu ver, não deixa muita margem para um quarto filme, pois os sinais de desgaste já começam a aparecer.



Por tudo isso, Avatar: Fogo e Cinzas cumpre bem seu papel de grande filme do Natal para ver com a família, vai empolgar o público casual, mas pode, sim, decepcionar o fã da franquia que, de repente, ansiava por alguma novidade, por um quê a mais. Ainda assim, bom filme!



NOTA: 7,0


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