top of page

FRANKENSTEIN

  • 8 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

TÍTULO ORIGINAL: Frankenstein

ESTÚDIO/DISTRIBUIÇÃO: Netflix

DIREÇÃO: Guillermo Del Toro

ELENCO: Oscar Isaac, Jacob Elordi, Mia Goth

GÊNERO: Drama/Terror

DURAÇÃO: 2h30min

ONDE ASSISTIR: Netflix



Uma das histórias mais famosas e mais retratadas no mundo da Cultura Pop, seja na TV, nas HQs, no teatro e, claro, no cinema, a obra escrita entre os anos de 1816 e 1817, por Mary Shelley, e lançada um ano depois, ganha uma nova versão, escrita, dirigida e roteirizada por Guillermo Del Toro e produzida pela Netflix, sendo a grande aposta da gigante do streaming na temporada de premiações que se aproxima. Sim, estamos falando de Frankenstein.




Não espere nesta nova versão do clássico conto uma simples refilmagem, ou uma modernização da história para as novas gerações. Não. O que temos aqui é a visão totalmente particular de Del Toro sobre a obra, o que traz, sim, muito do que já conhecemos e vimos em outras adaptações, mas, ao mesmo tempo, apresenta outros pontos de vista bastante exclusivos, bem característicos da filmografia do diretor mexicano, e que são muito bem-vindos na trama.


Por falar na trama, ela gira em torno do brilhante cientista Victor Frankenstein, que, inconformado com a morte de sua mãe, fica obcecado com a ideia do término da vida, e passa a dedicar seu tempo a combater a única certeza que temos, a ponto de criar uma aberração viva de onde só existia a morte. Insatisfeito com o resultado imperfeito de sua criação, entretanto, ele acaba por abandoná-la, o que gera uma sequência de tragédias ao seu redor.


Logo de cara, o que chama a atenção nesta nova versão é sua grandiosidade, sua enorme escala em termos de design de produção, de cenários, e da reprodução da época em que se passa a história. Não à toa a produção foi lançada em algumas salas de cinema antes de chegar ao catálogo da Big N, pois ela foi feita para, de fato, a tela grande. O filme é lindo visualmente!


Além da estética aprimorada, a fotografia, aliada ao figurino dos personagens, complementam a grandiosidade do longa, o que realmente impressiona. A mixagem de som, por sua vez, não fica atrás, e mescla temas estridentes com um silêncio “ensurdecedor” em alguns momentos específicos que levam o espectador para dentro da cena de forma certeira.


O roteiro, também assinado por Del Toro, pode ser, entretanto, o ponto a dividir opiniões, pois o cineasta optou por dividi-lo em duas partes: a visão do criador, e a visão da criatura. E essa escolha acaba por mudar o foco principal da obra de Mary Shelley. No livro, o pecado capital do criador é a criação em si, a coisa de “brincar de Deus”, de desafiar a morte. Aqui, entretanto, o grande cerne é o abandono e as consequências que esta atitude do criador causam em sua criação. É uma virada até interessante dentro desta versão, é condizente, inclusive com a tragédia e o drama vividos pela criatura, mas que podem fazer os fãs mais fervorosos da obra original torcerem o nariz. Não estraga o filme, a meu ver, mas fica a ressalva.


Talvez, essa decisão tenha, ainda, aliviado a violência característica da criatura original, que até existe no longa, mas que é bastante amenizada, se comparada à forma como ela foi concebida lá em 1818, quando do lançamento do livro. Enfim, escolhas feitas por Guillermo Del Toro que só mostram o quanto autoral é sua obra, e o quão pessoal é este projeto para ele, fato nunca negado pelo cineasta.




De qualquer forma, Frankenstein é uma obra excelente, com uma escala gigantesca, atuações fortes, tanto de Isaac quanto de Elordi, em especial, feito para premiações, mas que tenho algumas dúvidas se, no final das contas, vai chegar a esse objetivo. Só o tempo dirá.


A produção já está disponível no catálogo da Netflix. Bom filme pra você!




NOTA: 7,5

  • X
  • Tópicos
  • Instagram

©2022 por Nerdices do Max. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page