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JURASSIC WORLD: RECOMEÇO

  • 3 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Eu devo ser sincero e admitir a você, amigo leitor, que não esperava ver, em um curto espaço de tempo, um novo exemplar da franquia Jurassic após o questionável, pra dizer o mínimo, Domínio, de 2022. Pois eis que o diretor Gareth Edwards veio à baila para tentar mostrar que os dinos ainda têm algo de novo para ser explorado, assim como ele fez com Godzilla, quando ninguém mais dava muita bola ao lagarto japonês superdesenvolvido. Será que ele conseguiu? É o que vamos saber em Jurassic World: Recomeço (Jurassic World: Rebirth, Universal, EUA/2025), a mais nova aventura deste mundo, como eu diria, “jurássico” – perdão, foi inevitável…



A trama aqui se passa cinco anos após os eventos vistos em Jurassic World: Domínio, e traz um elenco totalmente novo e inédito na franquia. E um elenco de respeito, devo dizer. Scarlett Johansson, nossa eterna Viúva Negra, encabeça a nova trupe, que conta ainda com o ótimo (porém desperdiçado) Mahershala Ali, e com o também muito bom Jonathan Bailey.


A história mostra pouca inovação em relação a outras produções similares, com um grupo de pesquisadores indo até um dos poucos refúgios existentes, próximo ao Equador, onde os dinossauros, já figuras inseridas no cotidiano da humanidade, conseguem, ainda, sobreviver, uma vez que o planeta Terra, com todas as influências causadas pelo homem moderno, já não apresenta mais condições mínimas em seu ecossistema para manter a saúde das criaturas pré-históricas, à exceção destes santuários, cuja presença humana, inclusive, é proibida. No entanto, o grupo precisa desafiar a lei e ir até o local para conseguir amostras de DNA de três das mais poderosas espécies lá existentes, afim de se desenvolver um medicamento que promete salvar milhões de vidas. Ou seja, nada lá muito inovador, convenhamos.


Como você deve saber, o principal atrativo aqui são os dinossauros e, devo dizer, eles ainda impressionam, cada vez mais realistas, colossais e violentos. Obviamente, não é preciso que eu diga que você deve procurar a maior e melhor tela, com o maior e melhor sistema de som, que estejam disponíveis em sua cidade, para apreciar a beleza não só dos animais, mas também da espetacular fotografia presente no longa.


Aliado ao espetáculo visual e sonoro já característicos da série, temos uma direção bastante ágil, em especial em sequências de perseguição dos monstros aos nossos heróis, e que são, sim, de tirar o fôlego! No entanto, para os mais exigentes – eu, por exemplo – o roteiro meio lá, meio cá, acaba por enfraquecer, como um todo, a experiência, pois, mesmo esta produção sendo bem melhor que a anterior, ainda está milhões e milhões de anos atrás do clássico incomparável de Steven Spielberg, Jurassic Park, de 1993.


Com tudo isso, Jurassic World: Recomeço (aliás, não entendi… recomeçou o quê, se é uma continuação??) é uma boa aventura, com um bom ritmo, ótimos efeitos visuais e sonoros, mas que deve ser curtida sem maiores expectativas, sem grandes esperanças de algo sequer próximo do que, um dia, esta franquia apresentou. Ah, temos, ao menos, a trilha clássica e fantástica do mestre John Williams, para trazer aquele quentinho no coração do que Jurassic Park representa, apesar dos pesares, para toda uma geração.



O filme entra em cartaz nos cinemas brasileiros na quinta-feira, dia 3 de julho de 2025, data de publicação desta crítica. Boa sessão pra você!!

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