O TELEFONE PRETO 2
- 5 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
TÍTULO ORIGINAL: Black Phone 2
ESTÚDIO/DISTRIBUIÇÃO: Universal / Blumhouse
DIREÇÃO: Scott Derrickson
ELENCO: Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw
GÊNERO: Terror / Suspense
DURAÇÃO: 1h54min
ONDE ASSISTIR: Nos cinemas – estreia 16 de outubro de 2025
Sucesso repentino e inesperado em 2021, O Telefone Preto trouxe uma história simples e agoniante de um garoto preso por um sequestrador em um porão e que se salva graças à ajuda de vítimas anteriores do criminoso, que se comunicavam com ele através de um antigo telefone, preto, obviamente, que existia no cativeiro. Agora, temos novamente o jovem, e agora perturbado e traumatizado Finn (Thames), às voltas com o seu antagonista, com a importante participação de sua irmã.

Na trama desta sequência, a irmã mais nova de Finn, Gwen (McGraw), passa a ter visões em seus sonhos, especificamente com sua mãe, morta há alguns anos em circunstâncias estranhas, e que os levam a um acampamento isolado no meio de geleiras e muita neve, no estado do Colorado. Sem entender bem o que está acontecendo, a menina vai até o local, com seu irmão e o potencial namorado. Lá, descobrem que o Grabber, ou o Sequestrador, está bancando o Freddy Krueger, atacando e importunando suas vítimas através dos sonhos.
Apesar de aparentemente a história não empolgar muito, já que abraça o sobrenatural de maneira bem mais aberta do que no seu antecessor, O Telefone Preto 2 consegue inovar, mesmo neste já muito explorado campo, tendo os sonhos como condutor do mal – Freddy se sentiu lisonjeado. Isto porque o roteiro, assinado pelo próprio Derrickson, ao lado de C. Robert Cargill, é muito competente em amarrar essa situação dos sonhos com o passado e o presente dos personagens, e de forma bastante profunda até, trazendo à tona traumas e emoções guardadas nos irmãos, e que são trabalhadas de maneira surpreendente, em especial para uma produção deste gênero.
A direção é bem focada nas cenas que constrói, com destaque para planos-sequência muito bem trabalhados, montados com uma fotografia muito bonita e, ao mesmo tempo, claustrofóbica. Soma-se a isso uma mixagem de som bem simples, porém imersiva neste ambiente gelado e quase sem vida.
Com tudo isso, O Telefone Preto 2 mostra que, provavelmente, ao partir para o lado sobrenatural de seu vilão, temos o nascimento de uma franquia que deve ter vários capítulos, e, se este segundo longa for tão bem-sucedido nas bilheterias quanto o original, logo logo um Telefone Preto 3 deve aparecer.
Enquanto isso, fica a minha impressão de que esta sequência, apesar de desnecessária, cumpre seu papel de inovar dentro de seu próprio universo, mesmo que utilize ferramentas já manjadas em clássicos do gênero. Ainda assim, bom filme!
NOTA: 6,5


