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OSCAR 2026 - ARCO

  • 28 de fev.
  • 3 min de leitura

TÍTULO ORIGINAL: Arco

ESTÚDIO / DISTRIBUIÇÃO: Canal + / NEON

DIREÇÃO: Ugo Bienvenu

ELENCO (Versão em Inglês): Natalie Portman, Mark Ruffalo, America Ferrera, Will Ferrell

GÊNERO: Drama / Ficção Científica / Animação

DURAÇÃO: 1h29min

ONDE ASSISTIR: Nos cinemas – estreia em 26 de fevereiro de 2026




Conforme prometido, tão logo estivesse disponível, voltaríamos nossa maratona de críticas dos indicados ao Oscar de Melhor Animação com o último concorrente, Arco, longa francês que acaba de chegar aos cinemas brasileiros.




A trama desta belíssima produção nos apresenta a Arco, um garotinho de dez anos de idade, que vive no ano de 2932, em uma sociedade que vive nas nuvens, literalmente, e que tem o poder de voar e viajar no tempo, graças à combinação de uma pedra mística e uma roupa especial. No entanto, só têm autorização para voar crianças a partir dos 12 anos, o que deixa o personagem-título bastante frustrado, a ponto de, na ânsia de voltar no tempo e ver dinossauros, ele “rouba” o traje e a pedra de sua irmã mais velha e viaja, mas, errando seu destino, chega no ano de 2075. Lá, ele conhece Íris, uma menina também de dez anos, que se sente muito solitária devido à constante ausência dos pais, passando a maior parte de seu tempo com seu irmãozinho Peter, ainda bebê, e o robô babá Mikki, e com quem Arco desenvolve uma linda amizade. 


É muito interessante observar como o diretor Bienvenu imagina os dois tempos futuros retratados em seu longa, partindo, obviamente, do nosso ponto de vista. Em 2075, temos uma sociedade futurista, sim, com serviços como a já citada assistente do lar, professores, funcionários públicos, e até a polícia, sendo totalmente automatizados, realizados por robôs inteligentes ou androides, com os humanos sacrificando os relacionamentos familiares e as horas de convívio com seus entes queridos em detrimento do trabalho, a fim de se manter a estrutura da sociedade. Ao mesmo tempo, temos a população que vive em 2932, ou o que sobrou dela – o que não foi muito – que passou por uma grande transformação no planeta e teve que se adaptar à nova realidade, evoluindo em mente, corpo e espírito a ponto de conseguir usar o arco-íris como meio de transporte através dos tempos. A metáfora é óbvia e muito bem retratada, diga-se.


Tecnicamente falando, Arco já chama a atenção, logo de cara, pelo seu visual deslumbrante. Os personagens são desenhados à mão, com movimentos suaves, e que estão inseridos em ambientes pré renderizados multicoloridos, como que saídos diretamente de uma aquarela. É simplesmente lindo! A trilha sonora acompanha o ritmo do que se vê na tela, com melodias melancólicas, quando dos momentos de contemplação e reflexão que o roteiro apresenta, e batidas mais fortes e envolventes, nos momentos de ação. Trabalho competente e muito bem realizado.


Por tudo isso, apesar do atraso em sua chegada às telas brasileiras, Arco é um filme encantador, que traz reflexões necessárias, prende o espectador do início ao fim, pois não enrola em sua história, com um roteiro direto e ágil, e emociona ao longo de toda a projeção, sendo um grande representante do cinema independente realizado fora dos grandes e tradicionais centros da Sétima Arte. Vai ser impossível, após assistir ao longa, você ver um arco-íris no céu e não se lembrar, imediatamente, de Arco.




Encerramos, assim, nossas críticas dos indicados à Melhor Animação no Oscar 2026. Escolha seu favorito.


O filme está em cartaz nos cinemas brasileiros.



NOTA: 8,5

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