OSCAR 2026 - MARTY SUPREME
- há 10 minutos
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TÍTULO ORIGINAL: Marty Supreme
ESTÚDIO / DISTRIBUIÇÃO: A24
DIREÇÃO: Josh Safdie
ELENCO: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion
GÊNERO: Drama/Ação
ONDE ASSISTIR: VOD – aluguel ou compra (Google, Apple, Prime Video)
E finalmente chegamos ao último dos indicados ao Oscar de Melhor Filme que faltava receber sua crítica, dentro da nossa tradicional maratona, indicados esses que, lembrando, já tinham cinco deles analisados no site (lista de links no final). E, para encerrar, vamos falar sobre uma produção que fez grande sucesso nas bilheterias mundiais, e que traz o ótimo Timothée Chalamet, polêmicas à parte, como protagonista de uma história frenética, levemente baseada em fatos reais: Marty Supreme.

Temos aqui uma trama agitada, por assim dizer. O jovem vendedor de sapatos, Marty Mauser, tem um grande sonho, ao qual não medirá esforços para realizar: tornar-se o maior jogador de tênis de mesa, nosso querido “pingue-pongue”, de todo o mundo. No entanto, ele não tem recursos e nem oportunidades para participar de campeonatos, e, para consegui-los, usa e abusa de medidas um tanto quanto duvidosas, passando por cima até mesmo de pessoas que, na teoria, são importantes para ele. Neste caminho, ele cruza com um ardiloso empresário e sua esposa, uma ex-atriz amargurada, e algumas outras figuras, digamos, exóticas.
O roteiro, assinado pelo próprio diretor, Safdie, ao lado de Ronald Bronstein, é superficialmente inspirado em situações reais vividas por Marty Reisman, que tem o recorde de ser o vencedor mais velho de um campeonato nacional de tênis de mesa nos EUA, aos 67 anos de idade. De fato, o personagem real era, da mesma forma que o vivido magistralmente por Chalamet, uma pessoa de caráter duvidoso, em especial na busca de seus objetivos. No filme, isso gera uma sucessão de acontecimentos frenéticos e eletrizantes, entrelaçados entre si, sempre com a presença e participação importante de Marty. Entretanto, devo ressaltar que existe uma certa inconstância nesse ritmo em alguns momentos, em detrimento de outros, como o do começo do longa, por exemplo. Não chega a comprometer o resultado final, veja bem, mas é algo a ser destacado.
Da mesma forma, merece destaque, também, a ótima trilha sonora da produção, recheada de grandes hits dos anos 80, e que, apesar de não serem da mesma época, casam muito bem com a atmosfera acelerada dos anos 50 e as sequências em que o protagonista, quase que como em um monólogo – como fala o sujeito! – participa.
O design de produção, figurinos e a fotografia são bem utilizados, ambientando o espectador na década de 50 de maneira bastante competente, o que facilita a simpatia que o público acaba por desenvolver pelos personagens, mesmo eles sendo responsáveis por ações não muito simpáticas, em especial o próprio Marty.
Com tudo isso, devo dizer que Marty Supreme é um filme que impressiona por seu ritmo, a coesão de seu roteiro, a belíssima atuação de Timothée Chalamet, um dos grandes favoritos ao Oscar de Melhor Ator – apesar de uma recente polêmica em que se envolveu, ao tecer um comentário sobre ópera e balé, ao afirmar, em uma entrevista que “não gostaria de trabalhar em áreas que dependem de apelos para continuar existindo”. Por conta disso, o ator vem recebendo fortes críticas de profissionais dessas áreas, e, dizem nos bastidores, isso pode ter peso na premiação. Independentemente disso, seu trabalho no longa é magnífico!
Marty Supreme é um dos grandes favoritos da noite do Oscar, onde recebeu nove indicações, em especial ao principal prêmio da noite. A conferir.
O filme pode ser visto em algumas poucas salas de cinema no Brasil, e nas plataformas digitais, via aluguel ou compra.
NOTA: 8,5
LISTA DOS OUTROS INDICADOS A MELHOR FILME QUE JÁ TÊM CRÍTICA NO SITE:


