TRON: ARES
- 10 de out. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 10 de out. de 2025
TÍTULO ORIGINAL: Tron: Ares
ESTÚDIO/DISTRIBUIÇÃO: Disney
DIREÇÃO: Joaquim Ronning
ELENCO: Jared Leto, Greta Lee, Evan Peters, Jeff Bridges
GÊNERO: Aventura, Ficção Científica
DURAÇÃO: 1h59min
ONDE ASSISTIR: Cinema – estreia em 9 de outubro de 2025
Uma das franquias que cultivou uma grande margem de fãs lá no início dos anos 80, mais precisamente em 1982, quando um jovem usuário de um game revolucionário, o Space Paranoids, acaba se vendo dentro do jogo, através do programa Tron, e ao estudar a chamada Grade, o mundo cibernético no interior do programa, viveu uma grande aventura. Eis que, em 2010, seu filho resolve investigar o que ocorreu com o pai, e vive ele sua própria epopeia. Agora, 15 anos depois, chega aos cinemas o terceiro capítulo da saga, Tron: Ares. Mas o que ele traz de diferente, a essa altura do campeonato?

A bem da verdade, e já tirando o sofá da sala, como de costume, nada. Ou quase nada, vá lá, sendo um pouco menos crítico. Tron: Ares tem uma história bastante simplória, até, em sua execução, apesar da um tanto quanto confusa premissa. O programa, ou a IA, se você preferir, Ares, se vê retirado do mundo digital, ou da Grade, e trazido para o mundo real, com a missão de espionar, conhecer, e até tentar resolver os problemas reais do mundo, de pessoas reais. No entanto, os seres digitais tem um tempo limitado para ficar do lado de cá, o que se mostra um empecilho para a realização da tarefa. No entanto, ao ter contato com a realidade, ele passa a questionar algumas de suas diretrizes, o que o leva a bater de frente com seu programador, o inescrupuloso Julian Dillinger, herdeiro da empresa já conhecida dos filmes anteriores da franquia.
É interessante notar a tentativa dos produtores de inovar com esta terceira aventura. Por exemplo, é a primeira vez que a humanidade se depara com os seres da realidade virtual, que nós, como público, sabemos que existem desde a década de 80, mas que só agora são revelados ao mundo. Não deixa de ser uma inovação. Entretanto, talvez isso não seja o suficiente para dar a esta produção o frescor que a franquia buscava, de repente até necessitava, sendo um pouco mais exigente.
E provavelmente isso se deve à direção do norueguês Joaquim Ronning, que apesar de não ser exatamente do primeiro escalão em Hollywood, é responsável por produções de peso, como Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar e Malévola: Dona do Mal, por exemplo, longas que, assim como Tron: Ares, carregam o peso de uma franquia popular, que tem seu nicho de fãs, e cujo resultado pode dividir opiniões. Mesmo assim, temos nesse seu novo trabalho cenas de ação bastante empolgantes, boas coreografias nas lutas, planos abertos bem generosos, usados especialmente para mostrar a grandiosidade da Grade ou dos variados veículos virtuais que permeiam boa parte da produção.
Aliado a isso, e como aquele que conhece o universo de Tron deve saber, o espetáculo visual em Tron: Ares está garantido. É notável como o espaçamento entre os filmes da agora trilogia faz diferença no quesito efeitos especiais, e isso inclusive é propositadamente mostrado em um certo momento, digamos, nostálgico… Confesso que é minha parte preferida do longa. Destaque também para a trilha sonora, excelente!
O elenco, como o bom amante do cinema deve ter percebido, é encabeçado por Jared Leto, que interpreta Ares, e, como de costume, não consegue deixar de ser... Jared Leto. Mais do mesmo para quem está acostumado com seus trabalhos, nada de mais aqui, apesar do protagonismo. Por outro lado, Greta Lee rouba a cena como a cientista tecnológica que vive a aventura ao lado da IA de Leto. O restante faz a trama andar, e nada mais.
Por tudo isso, temos em Tron: Ares uma produção que cumpre seu papel de divertir, de ser um bom passatempo, um filminho leve, bem Sessão da Tarde. Não espere nada mais além disso, pois certamente irá se frustrar. Dito isto, bom filme!
NOTA: 7,0


